O lexicógrafo inglês
Samuel Johnson disse certa vez que "Quem está cansado de Londres, está
cansado da vida; há em Londres tudo que a vida pode proporcionar". E ele
estava coberto de razão. Cidade imensa e de arquitetura única, nem mesmo o tão
característico 'fog' faz com que perca seu charme, o que se pode comprovar com
os muitos estrangeiros (turistas ou não) que podem ser encontrados a cada
esquina.
Se o Big Ben, os
ônibus vermelhos de dois andares e o Palácio de Buckingham já não forem
sozinhos bons motivos para visitar essa metrópole, sempre é possível encontrar
novos olhares para passeios nem tão novos assim, como uma volta na London Eye
durante o inverno, uma caminhada pelos parques da cidade na primavera, um
passeio pelo Tâmisa no verão ou um dia de compras na Oxford Street no outono.
Os museus, em sua
grande maioria gratuitos e com acervo de encher os olhos, são uma atração a
parte. British, Imperial War, National Gallery, Tate Modern são ótimos passeios,
sem esquecer do Natural History Museum ou até do pop Madame Tussaud.
Fãs dos Beatles e de Sherlock Holmes também sentirão um carinho maior pela cidade, principalmente depois de atravessarem a Abbey Road ou tirarem uma foto com a estátua de um dos maiores detetives da literatura em Baker Street.
Fãs dos Beatles e de Sherlock Holmes também sentirão um carinho maior pela cidade, principalmente depois de atravessarem a Abbey Road ou tirarem uma foto com a estátua de um dos maiores detetives da literatura em Baker Street.
Samuel Johnson
provavelmente nunca imaginou que mesmo passados mais de um século de sua
afirmação, Londres estaria cada vez mais interessante.
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ROTEIRO DE
VIAGEM:
Palácio
de Buckingham abre ao público com mostra sobre infância da realeza
A rainha Elizabeth 2ª
passa tradicionalmente o verão, que no hemisfério norte acontece entre os meses
de junho e setembro, na Escócia. É durante esse momento em que parte do
interior do Palácio de Buckingham, sua mais famosa residência (e também sede
administrativa da monarquia britânica), está aberta ao público.
A visita a essa “pequena
parcela” do palácio, que inclui escadarias, salas de visitas e seu enorme
jardim, leva cerca de duas horas a duas horas e meia. No total, o edifício
possui 775 aposentos, incluindo 19 salões de estado, 240 quartos, 78 banheiros
e 92 escritórios.
Logo no início do tour,
a entrada ao grande salão e a caminhada por suas escadarias em bronze fundido
são acompanhadas por música clássica proveniente dos fones de ouvido do
audioguia (com opção de narração em português do Brasil).
Há turistas para todos
os lados, admirando os lustres de cristais, pisando inevitavelmente nos
carpetes de cores fortes, observando as cortinas de seda... Cada um percorre os
cômodos ao seu ritmo, mas existem momentos em que a aglomeração é
inevitavelmente maior, como na sala do trono, por exemplo. É ali em que são
realizadas fotos oficiais como ocorreu na ocasião do casamento do príncipe
William e Kate Middleton.
Entre as salas de
visitas que recebem nomes de cores, a verde é utilizada pela rainha para
atividades como recepções, jantares e concertos. Sua decoração tal qual é vista
hoje foi encomendada pelo rei George 4º (1762-1830), rei do Reino Unido de
1820 até sua morte, com o intuito de entreter e impressionar seus convidados.
Pode-se dizer que ela mantém o seu objetivo até os dias de hoje.
Já na sala de visitas
branca, destinada a recepções e audiências, o visitante será alertado da
presença de uma porta “secreta” em uma de suas extremidades. Atrás do alto
espelho e das colunas de bronze, há um corredor que dá acesso aos aposentos
privados da família real.
Infância da realeza
Neste ano, uma exposição
temporária mostra brinquedos, presentes e roupinhas de membros da monarquia
quando crianças. É um dos pontos de maior concentração de parte do público, que
suspira diante do que vê. No meio do tour pelo palácio, os visitantes são
convidados a retirar seus fones de ouvido e observar com calma objetos que
fizeram parte da infância de nove gerações da família real britânica ao longo
de mais de 250 anos.
Cadeirinhas que pertenciam aos príncipes
William e Harry e às princesas Beatrice e Eugenie
Uma das peças mais
interessantes é a minicozinha, com mesa, cadeiras, fogão – tudo em miniatura. O
pequeno cômodo é parte de uma casinha de cerca de sete metros de largura por
4,5 metros de altura, com dois andares, sala, cozinha, quarto e banheiro.
Trata-se de um presente do País de Gales à princesa Elizabeth, atual rainha, em
1930, com então três anos de idade.
Também estão expostos
pinturas feitas por Elizabeth 2ª e príncipe Charles com, respectivamente, cinco
e nove anos de idade, o livro de exercícios do príncipe William, além de
minicarros e minicarruagens. No total, são mais de 150 objetos. Uma
apresentação digital na parede, com imagens das então crianças, também prende
os olhos de turistas do começo ao fim.
Não é permitido
fotografar durante a rota dentro do palácio. Beber e comer, nem pensar. Em uma
das salas de visitas, um visitante, de cerca de 12 anos, foi gentilmente
convidado a colocar seu chiclete dentro de um saquinho de papel
estrategicamente providenciado por um dos membros da equipe. Ao final do
passeio, é possível tomar um chá da tarde com vista para o jardim real – talvez
nada mais tipicamente britânico.
Abertura de verão do Palácio de Buckingham
www.royalcollection.org.uk
Acontece até 28 de setembro de 2014
www.royalcollection.org.uk
Acontece até 28 de setembro de 2014
Diariamente, das 9h30 às
19h30 (entrada permitida até as 17h15), até 31 de agosto; e das 9h30 às 18h30
(entrada permitida até as 16h15), de 1 a 28 de setembro.
Acessos, com audioguia
em português do Brasil, custam £ 19,75 (R$ 76); acima de 60 anos e estudantes
pagam £ 18 (R$ 69); crianças até 5 anos entram gratuitamente, e até 17 anos
pagam £ 11,25 (R$ 43). Há um pacote familiar no valor de £ 50,75 (R$ 195), com
direito a entradas para dois adultos e três jovens de até 17 anos.